terça-feira, 13 de julho de 2010

ECA: 20 anos longe de objetivos


Considerada uma das leis mais avançadas, ainda faltam políticas públicas que garantam as suas diretrizes

Barreiras: Trabalho de Conselhos Tutelares ainda enfrenta obstáculos políticos e falta de recursos 
 
Cibelli Marthos

Da região do Alto Tietê
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa hoje 20 anos de criação. Apesar do tempo, as leis previstas no documento ainda não são plenamente cumpridas. Na região, os Conselhos Tutelares trabalham para oferecer proteção integral de menores, mas assim como em outras cidades, enfrentam barreiras políticas e econômicas para garantir o atendimento. Com limitações diárias, a grande demanda identificada nos municípios não consegue ser atendida.

A conselheira de Suzano, Ana Paula Braga, diz que a lei é perfeita, mas ressalta que sua aplicação ainda é um problema ao município. "Com o ECA, eles deixam de ser apenas menores para terem respeitabilidade como ser humano. Apesar disso, o que vemos é a falta de políticas públicas que garantam direitos previstos na lei". Segundo ela, as crianças susanenses são beneficiadas por ações desenvolvidas pelo Executivo, mas o atendimento ainda é insuficiente.

Ter a atenção devida do poder público é outra questão que cerca a lei. Segundo a conselheira de Ferraz, Selma Pimentel, os governantes não têm clareza sobre a importância das regras propostas pelo ECA. "Criança é prioridade absoluta na educação e na saúde de um país. Enquanto não se entender isso, não teremos política que atende efetivamente esses cidadãos", destacou. Segundo a profissional, a cidade hoje trabalha, em sua grande maioria, com casos de negligência e maus tratos. "A crianças já chega aqui com o direito violado dentro da própria casa", acrescentou.

Família

A ignorância dos direitos garantidos a seus filhos, faz com que muitos pais não entendam ou respeitem as ações que definem bem-estar da criança. "Apesar de a lei ter 20 anos, muitos não sabem o seu conteúdo. Temos que trabalhar para divulgar o ECA, assim as família terão conhecimento de suas responsabilidades", destacou a conselheira tutelar de Itaquá Maldiz Ferreira de Holanda. Segundo ela, a evasão escolar, por exemplo, é um problema recorrente no município que pode ser resolvido com a ajuda dos pais.
 
*Fonte: Diário do Alto Tietê

Ministro Deixa Posto de Tesoureiro do Partido de Sarkozy

O ministro do Trabalho da França, Eric Woerth, anunciou hoje que abandonará o posto de tesoureiro da União por um Movimento Popular (UMP), sigla do presidente Nicolas Sarkozy. O motivo da saída é o escândalo em torno de supostas doações ilegais feitas à UMP pela mulher mais rica da França, a herdeira da fortuna da L''Oreal, Liliane Bettencourt. Porém, o ministro não especificou a data em que deixará o cargo.

Woerth disse a repórteres que deixará o posto de tesoureiro após uma reunião do gabinete de governo, em que foi discutida a reforma das leis de previdência francesa. Sarkozy disse ontem que recomendaria ao ministro que deixasse a função de tesoureiro. No entanto, o presidente insistiu que Woerth seguirá como ministro do Trabalho e liderará a reforma na previdência que o governo espera aprovar até o fim de outubro.

Um ex-contador de Liliane Bettencourt acusou Woerth de aceitar 150 mil euros da bilionária durante a campanha presidencial de Sarkozy, em 2007. Woerth e Sarkozy negam qualquer irregularidade e atribuem a acusação a uma campanha de difamação da imprensa e da oposição.

Woerth também foi acusado de conflito de interesses, já que sua mulher trabalhava para a companhia que gerenciava a fortuna de Liliane enquanto ele era ministro do Orçamento, encarregado de combater os que sonegavam impostos. Um relatório do governo inocentou Woerth das acusações de que ele tivesse ajudado Liliane a deixar de pagar impostos. Apesar disso, foram abertas investigações policiais sobre as suspeitas em torno da bilionária. As informações são da Dow Jones. 

*Fonte: Estadão

domingo, 11 de julho de 2010

"Patriarcado da Violência"

Por Debora Diniz

A brutalidade não é constitutiva da natureza masculina, mas um dispositivo de uma sociedade que reduz as mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens.

Eliza Samudio está morta. Ela foi sequestrada, torturada e assassinada. Seu corpo foi esquartejado para servir de alimento para uma matilha de cães famintos. A polícia ainda procura vestígios de sangue no sítio em que ela foi morta ou pistas do que restou do seu corpo para fechar esse enredo macabro. As investigações policiais indicam que os algozes de Eliza agiram a pedido de seu ex-namorado, o goleiro do Flamengo, Bruno. Ele nega ter encomendado o crime, mas a confissão veio de um adolescente que teria participado do sequestro de Eliza. Desde então, de herói e "patrimônio do Flamengo", nas palavras de seu ex-advogado, Bruno tornou-se um ser abjeto. Ele não é mais aclamado por uma multidão de torcedores gritando em uníssono o seu nome após uma partida de futebol. O urro agora é de "assassino".

O que motiva um homem a matar sua ex-namorada? O crime passional não é um ato de amor, mas de ódio. Em algum momento do encontro afetivo entre duas pessoas, o desejo de posse se converte em um impulso de aniquilamento: só a morte é capaz de silenciar o incômodo pela existência do outro. Não há como sair à procura de razoabilidade para esse desejo de morte entre ex-casais, pois seu sentido não está apenas nos indivíduos e em suas histórias passionais, mas em uma matriz cultural que tolera a desigualdade entre homens e mulheres. Tentar explicar o crime passional por particularidades dos conflitos é simplesmente dar sentido a algo que se recusa à razão. Não foi o aborto não realizado por Eliza, não foi o anúncio de que o filho de Eliza era de Bruno, nem foi o vídeo distribuído no YouTube o que provocou a ira de Bruno. O ódio é latente como um atributo dos homens violentos em seus encontros afetivos e sexuais.

Como em outras histórias de crimes passionais, o final trágico de Eliza estava anunciado como uma profecia autorrealizadora. Em um vídeo disponível na internet, Eliza descreve os comportamentos violentos de Bruno, anuncia seus temores, repete a frase que centenas de mulheres em relacionamentos violentos já pronunciaram: "Eu não sei do que ele é capaz". Elas temem seus companheiros, mas não conseguem escapar desse enredo perverso de sedução. A pergunta óbvia é: por que elas se mantêm nos relacionamentos se temem a violência? Por que, jovem e bonita, Eliza não foi capaz de escapar de suas investidas amorosas? Por que centenas de mulheres anônimas vítimas de violência, antes da Lei Maria da Penha, procuravam as delegacias para retirar a queixa contra seus companheiros? Que compaixão feminina é essa que toleraria viver sob a ameaça de agressão e violência? Haveria mulheres que teriam prazer nesse jogo violento?

Não se trata de compaixão nem de masoquismo das mulheres. A resposta é muito mais complexa do que qualquer estudo de sociologia de gênero ou de psicologia das práticas afetivas poderia demonstrar. Bruno e outros homens violentos são indivíduos comuns, trabalhadores, esportistas, pais de família, bons filhos e cidadãos cumpridores de seus deveres. Esporadicamente, eles agridem suas mulheres. Como Eliza, outras mulheres vítimas de violência lidam com essa complexidade de seus companheiros: homens que ora são amantes, cuidadores e provedores, ora são violentos e aterrorizantes. O difícil para todas elas é discernir que a violência não é parte necessária da complexidade humana, e muito menos dos pactos afetivos e sexuais. É possível haver relacionamentos amorosos sem passionalidade e violência. É possível viver com homens amantes, cuidadores e provedores, porém pacíficos. A violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens.

A violência conjugal é muito mais comum do que se imagina. Não foi por acaso que, quando interpelado sobre um caso de violência de outro jogador de seu clube de futebol, Bruno rebateu: "Qual de vocês que é casado não discutiu, que não saiu na mão com a mulher, né cara? Não tem jeito. Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Há pelo menos dois equívocos nessa compreensão estreita sobre a ordem social. O primeiro é que nem todos os homens agridem suas companheiras. Embora a violência de gênero seja um fenômeno universal, não é uma prática de todos os homens. O segundo, e mais importante, é que a vida privada não é um espaço sacralizado e distante das regras de civilidade e justiça. O Estado tem o direito e o dever de atuar para garantir a igualdade entre homens e mulheres, seja na casa ou na rua. A Lei Maria da Penha é a resposta mais sistemática e eficiente que o Estado brasileiro já deu para romper com essa complexidade da violência de gênero.

Infelizmente, Eliza Samudio está morta. Morreu torturada e certamente consciente de quem eram seus algozes. O sofrimento de Eliza nos provoca espanto. A surpresa pelo absurdo dessa dor tem que ser capaz de nos mover para a mudança de padrões sociais injustos. O modelo patriarcal é uma das explicações para o fenômeno da violência contra a mulher, pois a reduz a objeto de posse e prazer dos homens. Bruno não é louco, apenas corporifica essa ordem social perversa.

Outra hipótese de compreensão do fenômeno é a persistência da impunidade à violência de gênero. A impunidade facilita o surgimento das redes de proteção aos agressores e enfraquece nossa sensibilidade à dor das vítimas. A aplicação do castigo aos agressores não é suficiente para modificar os padrões culturais de opressão, mas indica que modelo de sociedade queremos para garantir a vida das mulheres.

*Debora Diniz é Antropóloga e Professora da Universidade de Brasilia.

sábado, 10 de julho de 2010

Poluição Ameaça Fonte Áurea em Poá

Favela instalada próxima ao poço pode comprometer a qualidade da água nos próximos cinco anos.

Exploração: Água mineral extraída da Fonte Áurea é uma das poucas do Brasil que possui propriedades radioativas.

Considerada uma das mais radioativas fontes de água mineral do Brasil, a Fonte Áurea, em Poá, corre o risco de ser poluída. A instalação de uma favela há alguns anos na rua Saldanha Marinho, logo atrás da abertura do poço, pode comprometer a qualidade da água nos próximos cinco anos. Atitudes contra a contaminação estão sendo tomadas, mas ainda assim é preciso uma posição dos órgãos federais para driblar o problema. Em algumas semanas as primeiras medidas devem ser tomadas.

De acordo com René Albuquerque Rodrigues, diretor Industrial da empresa que explora a Fonte Áurea, a instalação da favela ocorreu há alguns anos. As famílias que ali chegaram se estabeleceram e muitas estão até hoje. O problema é que o local não apresenta condições higiênicas. "Como não há infraestrutura básica de um bairro, a permanência dessas pessoas contribui para a destruição da fonte de água mineral", enfatiza.

São dezenas de residências, muitas delas de alvenaria e que foram construídas sem o mínimo de infraestrutura de saneamento básico. O local está abaixo do sistema de tubulação da cidade e o único espaço escolhido para despejar o esgoto das casas é em um córrego próximo à Fonte Áurea. "Só que a sujeira pode causar a poluição do lençol freático e, assim, contaminar toda a água explorada e também utilizada pela população", explica o diretor industrial.

Os cuidados tomados são exclusivos da empresa administradora da fonte e estão voltados à manutenção do espaço e à utilização de materiais recicláveis e não-poluidores. "Não temos autorização para intervir junto aos moradores, mas se pudéssemos já teríamos feito", diz, acrescentando que a empresa já entrou em contato com o Ministério Público para solicitar a retirada do espaço. Enquanto isso, análises são feitas periodicamente na água para controle de qualidade.
 
*Fonte: Diário do Alto Tietê

Itaquá terá mais uma Casa Lotérica


Os munícipes de Itaquá contam desde ontem com mais uma casa lotérica para realizar serviços prestados pela Caixa, como pagamento de benefícios sociais, recebimento de contas e bloquetos de cobrança, depósitos e saques, além das apostas nas diversas modalidades das Loterias Caixa. Agora, são seis casas lotéricas em funcionamento em Itaquá.

O novo estabelecimento, a Itapi Loterias Ltda., está localizado na rua Piracicaba, 71, no Monte Belo, próximo à estação Eng. Manoel Feio da CPTM. A nova unidade conta com dois guichês de atendimento e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e aos sábados, das 9 às 17 horas.

Além da Itapi Loterias, outras 33 unidades serão instaladas na região. Itaquá receberá oito das novas lotéricas, o que representa uma expansão de rede em 133% no município.

O processo licitatório prevê ainda a instalação de outras 44 unidades, que serão instaladas em São Paulo, em bairros da zona leste, muitas delas em regiões limítrofes.
 
*Fonte: Diário do Alto Tietê

Estréias no Cinema

(BR Press) - "Shrek Para Sempre" (Shrek Forever After, EUA, 2010), provavelmente o último filme da saga do ogro verde que já não põe medo em mais ninguém, movimenta - quase por completo - as estreias deste final de semana, ainda mais nas salas com tecnologia 3D. Ao lado da animação da Dreamworks, há também a comédia dramática com ficção científica "Almas à Venda", de Sophie Barthes.

Confira a seguir as sinopses e cidades em que estreiam cada filme.

Circuito nacional:
- "Shrek Para Sempre" (Shrek Forever After, EUA, 2010). Direção: Mike Mitchell. Com vozes de Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy. Shrek agora é um pai de família domesticado e ao invés de assustar aldeões como fazia, relutantemente dá autógrafos a humanos visitantes do pântano. O que houve com seu rugido? Saudoso dos dias em que se sentia um ogro de verdade, Shrek assina um pacto com o duende Rumplestiltskin e, subitamente, se vê em uma versão alternativa do reino de Muito Muito Distante onde ele nunca existiu. Nesse mundo, ogros são caçados e Rumplestiltskin é rei, entre outras confusões. Livre.

- "Almas à Venda" (Cold Souls, EUA, 2009). Direção: Sophie Barthes. Com Paul Giamatti, Emily Watson, Paul Giamatti, David Strathairn. Na trama escrita e dirigida pela estreante em longas, Sophie Barthes, Paul Giamatti está passando por uma crise criativa e existencial. Eis, então que surge Dr. Flintstein (David Strathairn) com uma solução: remover e arquivar a alma de Giamatti. Como o paciente não vê melhoras, pede para tê-la de volta. Porém ela foi roubada por traficantes de almas e agora se encontra em algum lugar na Rússia. 10 anos.

Estreia somente em São Paulo:
- "15 anos e meio"(15 ans et demi, França, 2008). Direção: François Desagnat e Thomas Sorriaux. Com Daniel Auteuil, Juliete Lamboley. Após viver nos EUA, Philippe Le Tallec decide voltar à França para encontrar a filha adolescente que não via há anos. Enquanto se esforça para construir uma relação com a garota, o pai descobre que ela está mais interessada nos amigos, namorados e festas, fazendo-o se esforçar para conquistá-la. 14 anos.

Estreia somente em Salvador:
- "Segurança Nacional" (Brasil, 2009). Direção: Roberto Carminati. Com Thiago Lacerda, Ângela Vieira, Milton Gonçalves, Márcio Rosário. O governo brasileiro lança o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), o que diminui a entrada de armas e drogas pela floresta. Porém, para desestabilizar o novo sistema, traficantes preparam sequestros e ameaçam o país com armas de destruição em massa. Mas no caminho dos criminosos está o agente Marcos (Thiago Lacerda), único a acreditar que o espaço aéreo brasileiro será a porta de entrada do terror. Ele fará de tudo para detê-los. 10 anos.

Estreia somente em Recife:
- "Lissi no Reino dos Birutas" (Lissi und der Wlde Kaiser, Alemanha, 2007). Direção: Michael Herbig. A Imperatriz Lissi e seu marido Franz são o casal ideal em um mundo maravilhoso, onde tudo é perfeito. Há dinheiro, festas e até bombons de chocolate para jogar golfe. Mas, nuvens escuras se formam no alto das montanhas. O Abominável Homem das Neves faz um pacto para se salvar e, para isso, deverá raptar Lissi. Livre.
 
*FONTE: Portal Yahoo (Eliane Maciel/Especial para BR Press)

Eclipse gera expectativa na Ilha de Páscoa

HANGA ROA, Chile — Centenas de cientistas, turistas e moradores esperam poder ver de Rapa Nui (Ilha de Páscoa) os quase 5 minutos de um eclipse solar total que ocorrerá neste domingo.

Astrônomos da França, Espanha, Brasil e EUA chegaram à ilha com passagens de avião compradas há mais de um ano, acompanhados por jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, esperando que não ocorra o mau tempo previsto pelos serviços meteorológicos.

A noite chegará temporariamente em pleno dia sobre uma estreita faixa de 11 mil km de comprimento do Pacífico sul, em sua maior parte desabitada, com a exceção de Taití, Ilhas Cook e Ilha de Páscoa.

O eclipse solar total começará na Polinésia francesa, antes que a sombra da lua caia sobre Páscoa para terminar seu percurso na Argentina.

Segundo cálculos de astrônomos da Nasa, a duração do eclipse total será de 4:41 minutos em Páscoa.

O eclipse começará às 18H15 GMT (15H15 de Brasília) sobre o Pacífico e seis minutos depois chegará em Mangaia, nas Ilhas Cook. A sombra lunar atinge às 18H28 GMT (15H28) a costa do Taití, enquanto na Ilha de Páscoa a escuridão será total às 20H11 GMT (17H11).

A sombra da lua entrará na costa sul do Chile às 20H49 GMT (17H49) e o fenômeno terá fim alguns minutos depois na Patagônia argentina.

Páscoa, um dos locais mais atrativos para ver o eclipse, é uma ilha situada a 3.500 km do continente e pertence ao Chile, país onde se concentram os maiores projetos mundiais para a observação do espaço, como o Observatório Europeu Austral (ESO) e o projeto multilateral de radioastronomia ALMA.

*Fonte: AFP

ADRAT Fará Seminário Para Discutir Trecho Leste do Rodoanel


A Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê (ADRAT) fará um seminário para discutir os impactos que a construção do trecho Leste do Rodoanel trará para a região. O evento está previsto para acontecer no início de setembro, com data e local ainda a serem definidos pela diretoria da entidade.

Segundo o diretor financeiro, Jair Pedrosa, o objetivo é discutir a questão dos impactos que a obra vai causar no sistema viário e levantar a possibilidade de compensação ambiental para minimizá-los.

Ele afirma que a entidade conversará com os prefeitos de Poá, Itaquá e Suzano para fechar uma agenda em comum e convidará também integrantes do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), do qual o prefeito de Arujá Abel Larini é o presidente, além de técnicos do Dersa e responsáveis pela obra.

A diretoria também pretende convidar o Consórcio Intermunicipal do ABC, já que no trecho Sul do Rodoanel eles fizeram várias reuniões e conseguiram algumas obras de compensação. Assim os representantes do consórcio do ABC poderão trazer informações importantes sobre o trâmite da obra lá.

O seminário da ADRAT deve ocorrer em Poá ou Suzano. O local e a data exata serão definidos na reunião mensal da diretoria a ser realizada no final de julho.

Rodoanel
O Rodoanel Mário Covas (SP-21) é uma autoestrada de 177 quilômetros, duas pistas e seis faixas de rodagem que está sendo construída em torno da Região Metropolitana de São Paulo, na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões do norte e sul do Brasil. Sua execução foi dividida em quatro trechos, Oeste, Sul, Leste e Norte.

Metade da via foi entregue até o momento, o que corresponde aos trechos Oeste e Sul. O início das obras do trecho Leste (45 km) está previsto para fevereiro de 2011. Seu projeto prevê a passagem deste trecho pelos municípios de Ribeirão Pires, Mauá, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba.

Servirá como ligação entre as rodovias que servem a Baixada Santista como a Ayrton Senna e Via Dutra, desafogando o tráfego das Avenidas Juntas Provisórias, Anhaia Melo e Salim Farah Maluf, que cortam os bairros do Ipiranga, Vila Prudente e Tatuapé em São Paulo.

O único acesso ao trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (com exceção das interligações com as outras rodovias), ficará no município de Poá, onde haverá a interligação com a SP-66 e saída para o município de Suzano.

Sobre a ADRAT
A Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê (ADRAT) é uma entidade privada sem fins lucrativos criada em 2007 para promover e disseminar práticas e projetos de cooperação de desenvolvimento sustentável, econômico e social na Região do Alto Tietê.

Organizada pela sociedade civil, a ADRAT é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e foi constituída com o objetivo de auxiliar Prefeituras e outros órgãos públicos da Região do Alto Tietê no desenvolvimento sustentável, econômico e social.

Representa os 11 municípios do Alto Tietê, que engloba, originalmente as cidades: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.

*Fonte: Jornal da Cidade de Arujá

'Dilma tem coragem de fazer política', diz Lily Marinho

Dilma participou de um almoço oferecido pela viúva de Roberto Marinho em sua mansão.
 
A candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, foi considerada simpática, bonita e muito elegante pela socialite Lily Marinho, viúva do ex-presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho. Dilma participou, no início da tarde dessa sexta-feira (9), de um almoço oferecido por Lily em sua mansão no Cosme Velho (zona Sul do Rio de Janeiro).

Também participaram do evento diversas mulheres influentes ou casadas com homens influentes. Entre as convidadas estavam Andrea Agnelli, mulher de Roger Agnelli, presidente da Vale, Lucy Barreto, mulher do produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, Maria do Carmo Vilaça, mulher do presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça, e Flávia Sampaio, mulher do empresário Eike Batista, além da candidata a deputada federal, Jandira Feghali, do PCdoB, e da cantora Alcione, que cantou "As rosas não falam".

Perguntada se convidaria os outros principais candidatos à presidência para almoços semelhantes, Lily disse que não sabia, pois não havia pensado nisso. "Não sou política, nem me interesso por política". No entanto, quando questionada sobre o que, então, a havia interessado em Dilma, Lily disse que era "a coragem de fazer política".

A viúva de Roberto Marinho elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Tenho gostado muito do Lula. Nesses oito anos ele conseguiu se fazer aparecer na Europa, nos Estados Unidos, e sabe falar ao povo".

Apesar de elogiar a ex-ministra da Casa Civil, Lily Marinho disse que não tinha objetivo de conseguir votos para a candidata.

Durante o almoço, Dilma elogiou as mulheres em geral e disse que o encontro foi bastante agradável. "Fiquei bastante satisfeita, todas foram amáveis e é muito bom esse convívio com mulheres tão qualificadas".

Na apresentação às convidadas, Lily se referiu ao espírito democrático do encontro. "Convidei-as para, juntas, homenagearmos a 'senhora D'. Sim, esta grande dama, a senhora Democracia.

Pois, graças a ela, a senhora Democracia, nos é permitido esse convívio de diferença de opiniões, de troca de experiências, de questionamentos. Poucos têm a oportunidade de ouvir diretamente os candidatos, sem intermediários ou interferências de pré-julgamentos", opinou a anfitriã.

Lily agradeceu a gentileza de Dilma: "hoje, esse privilégio nos foi dado por outra senhora D., a senhora Dilma Rousseff, candidata da situação que se propõe a ser a primeira mulher presidente do Brasil, e que gentilmente comparece a esse almoço."
Votos para a petista
A mulher de Eike Batista não declarou voto em Dilma, mas disse que "se ela conseguir congregar tudo o que vem falando, tem meu apreço". De acordo com ela, o marido bilionário está satisfeito com oito anos de governo Lula, ao qual Dilma afirma que pretende dar continuidade. "Ele sempre fala que está gostando muito do rumo que o Brasil vem tomando nesses últimos oito anos".

Por sua vez, a mulher do presidente da ABL afirmou que votará em Dilma. Maria do Carmo Vilaça elogiou em especial o programa de governo da ex-ministra. A própria candidata, no entanto, não respondeu quando questionada por que o seu programa falava em "monopólio no ramo da comunicação quando este setor é aberto e disputado por diversas empresas concorrentes".

Na mansão que pertenceu a Roberto Marinho, um dos maiores empresários de comunicação da história do País, o menu foi tartar de salmão com maçã e funcho no molho verde de ervas, filé de cherne com banana caramelizada e purê de batata-baroa com molho de passas e urucum.

Na sobremesa foi servido crepe com suflê de maracujá. "Preparei o menu sem nem saber quem vinha. É uma relação de confiança que tenho com a família há mais de 20 anos", afirmou o chef. "Só soube que seria a Dilma quando ela veio me cumprimentar na cozinha", afirmou.

Em seguida, Dilma encontrou-se com o governador do Rio, Sérgio Cabral, candidato à releeição pelo PMDB, no Palácio Larajeiras, sua residência oficial - embora de fato ele more num apartamento no Leblon. Ao deixar o Palácio, Dilma falou que "vir ao Rio e não encontrar o Sérgio Cabral seria ir como ir a Roma e não ver o Papa".


De nove candidatos, quatro novatos concorrem para vice-presidente


Dos nove candidatos a vice-presidente da República, sete nunca venceram uma eleição e quatro sequer concorreram.

Entre os que nunca disputaram está o candidato a vice de Marina Silva (PV), Guilherme Leal, o mais novato de todos. Leal se filiou ao partido apenas no ano passado.

A falta de experiência em política partidária é inversamente proporcional ao patrimônio de Leal, o único empresário entre os que disputam o cargo. Ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato a vice declarou ser dono de R$ 1,19 bilhão. O valor é superior também ao patrimônio de todos os candidatos à Presidência.

Dos nove candidatos a vice, quatro são funcionários públicos, um é militar da reserva, um é dentista e outros dois são deputados federais.

Os únicos que já disputaram e venceram uma eleição são os deputados federais Michel Temer (PMDB), vice de Dilma Rousseff (PT), e Indio da Costa (DEM), vice de José Serra (PSDB).
De todos os candidatos a vice, o presidente da Câmara, Michel Temer, é o mais antigo na política, tendo, inclusive, assumido por duas vezes, de forma interina, a Presidência da República. Fora o empresário Leal, os dois deputados são os que possuem o maior patrimônio, segundo a relação de bens que declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os que declararam os menores patrimônios são funcionários públicos. Hamilton Assis (PSOL) declarou ser dono de um carro, ano 2004, no valor de R$ 19 mil. Cláudia Durans (PSTU) sequer registrou bens na Justiça Eleitoral.

“Tenho uma casa e um carro, mas os dois financiados. Ainda não terminei de pagar. Não posso declarar o que ainda não é meu”, afirmou a candidata.
*Fonte: G1.