quinta-feira, 4 de março de 2010

Moradores Fecham Rua em Protesto

População quer que uma escola seja concluída e também outros serviços da prefeitura, que se comprometeu a atender os pedidos
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Moradores do Pequeno Coração, bairro da periferia de Itaquá, indignados com a falta de investimentos promoveram ontem uma manifestação para chamar a atenção sobre alguns problemas. Por volta das 12h30, cerca de 30 pessoas fecharam com pneus, sacos de lixo e tranqueiras (até sofás velhos) a rua Líbero Badaró, uma das únicas pavimentadas do bairro. Pelo menos cinco litros de álcool e gasolina foram despejados na barreira, que queimou por mais de 40 minutos. Enquanto a fumaça negra atingia mais de 20 de altura, pelo menos 200 moradores se aproximaram para reclamar das condições do local e cobrar a conclusão de uma escola municipal, cujas obras estão abandonadas desde o final de 2008.
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O acesso ficou fechado por mais de uma hora. Quatro viaturas da Polícia Militar chegaram pouco depois das 13 horas. Os bombeiros limparam a via por volta das 13h30, quando o volume das chamas já tinha diminuído. Não houve atritos entre a população e a PM, que tentou alertar as lideranças sobre os riscos e prejuízos causados pela interdição da estrada. Quando o acesso ainda estava sendo fechado, dois motoristas aceleraram seus veículos para romper a barreira de pneus e lixo. Uma Kombi com logotipo dos Correios foi atingida por uma pedra arremessada por um morador que não se conformou com a atitude do motorista.
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O condutor do carro nem parou para avaliar os estragos causados pela pedra. Durante todo o tempo em que a estrada ficou fechada, vários moradores procuraram a reportagem do DAT para pedir ajuda e criticar o governo municipal. O presidente da Associação Amigos de Bairro do Pequeno Coração e Adjacências, João Batista de Oliveira, resumiu o sentimento da população do bairro: "Ontem (terça-feira), já houve um protesto. Não estamos fazendo baderna, mas o fato é que todos os limites já foram ultrapassados pelo prefeito. Caminhões de entrega, ambulância e os carros dos moradores não circulam mais por causa das péssimas condições das ruas. A escola municipal está com as obras paradas faz quase dois anos", argumentou.
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Prefeitura
A administração municipal está ciente da situação. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, a partir de abril, estão previstos serviços de infraestrutura no local, tais como: nivelamento, cascalhamento e limpezas em geral.
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A pasta também informou que ainda para este ano estão previstas a implantação de guias e sarjetas para posterior pavimentação. Em relação à obra abandonada da escola municipal, a Secretaria de Educação comunicou que uma nova concorrência pública será aberta para a contratação de uma empresa que concluirá o serviço abandonado pela empreiteira Chaia. A assessoria, entretanto, ainda não sabe em quanto tempo a licitação será finalizada.
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*****Fonte: Diário do Alto Tietê

quarta-feira, 3 de março de 2010

Itaquá poderá emitir licença ambiental


Secretária Selma Ferreira assinará documento no próximo dia 17

No próximo dia 17, a secretária do Meio Ambiente de Itaquaquecetuba, Selma Costa Ferreira assinará convênio com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que irá autorizar o município a assumir o licenciamento ambiental de empreendimentos de baixo impacto local, como a abertura de pet shops, padarias, entre outros. Itaquá é a primeira cidade da região a participar do Programa de Descentralização da Gestão Ambiental e tornar-se habilitada para expedir de maneira independente a Licença de Operação. De acordo com a secretária, 40 profissionais de diversas áreas da administração municipal participaram de um curso de capacitação fornecido pela Cetesb. Esta etapa, além de diversos documentos, é obrigatória para que a cidade consiga participar do convênio.

"Temos profissionais da Defesa Civil, da Guarda Municipal, da própria Secretaria de Meio Ambiente e de outras áreas que serão capazes de conversar com os novos empresários e autorizarem estes novos empreendimentos de acordo com as delimitações e redução do impacto ambiental na cidade", explicou. Além dos estabelecimentos comerciais, o município pode licenciar sozinho a construção e ampliações de pontes, viadutos, passarelas, recuperação de aterros e contenção de encostas em vias municipais, helipontos, corredores de ônibus e terminal rodoviário, entre outros.

Com o projeto que tem como objetivo facilitar a implantação de novos empreendimentos, o prefeito da cidade, Armando Tavares Filho (PR), o Armando da Farmácia, está concorrendo ao prêmio Prefeito Empreendedor, promovido pela Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário (Sebrae).


(J.S.)


*Fonte: Diário do Alto Tietê

Serra começa a montar equipe e estrutura da campanha

Por Natuza Nery


BRASÍLIA (Reuters) - Não há candidato, mas já começa a ser construído o embrião da campanha. Aos poucos, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vai escolhendo a dedo seus principais colaboradores. São amigos pessoais e auxiliares de longa data.
Os movimentos reforçam a impressão de que não haverá recuo. A decisão, porém, só deve ser tomada --e anunciada-- no último minuto.


Segundo duas fontes do Executivo paulista, o pré-candidato já pediu ao seu secretariado e assessores diretos um levantamento de todas as suas realizações à frente do Estado. Os dados estão sendo tabulados para uso eleitoral e prestação de contas de sua gestão.


Pelo menos três de seus interlocutores já estariam de malas prontas para ajudar na campanha. São eles: José Henrique Reis Lobo (secretário estadual de Relações Institucionais), Felipe Soutello (presidente do Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal) e o vereador Floriano Pesaro, que deve ajudar a construir o programa de governo na área social.

Serra desembarca em Brasília na manhã de quarta-feira. Na capital, participa de uma homenagem a Tancredo Neves ao lado do governador Aécio Neves, a quem corteja para seu vice. Na quinta-feira, participa de outra cerimônia com o mesmo objetivo e personagem, desta vez em solo mineiro. Minas é fundamental, com efe maiúsculo, para vencer as eleições deste ano.
A trajetória de Serra nas pesquisas de opinião e sua recusa em anunciar seu nome contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), aumentou a ansiedade na oposição a ponto de, muitos, duvidarem da sua disposição em disputar o Planalto. Contra esse prognóstico, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PT), deu sua garantia.


"Aposto que ao término desta semana, todo mundo vai estar convencido de que ele é o candidato", afirmou, enigmático, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE).
Ninguém prevê uma antecipação do anúncio, mas um gesto claro de que está no páreo.
Há outros nomes nesta escalação inicial do time. A posição dos jogadores, porém, ainda não está completamente definida. Entre eles: José Roberto Afonso, que trabalhou no PSDB e no BNDES, e Gustavo Maia Gomes, economista. Segundo uma fonte do partido, deve cuidar das questões regionais da campanha.


Andrea Matarazzo, ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, no governo Fernando Henrique Cardoso, e amigo pessoal do governador tem papel ainda incerto.
Outro que deve fazer parte da equipe é o deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA). Amigo de Serra e um de seus conselheiros políticos, sua atuação pode ser direta ou indireta.


(Edição de Alexandre Caverni)

*Fonte: Portal Yahoo

Artigo: "Os fuzis da senhora Clinton"

Por Breno Altman
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O giro sul-americano da secretária de Estado norte-americana é um daqueles fatos ordinários que deve ser lido para além de sua aparente normalidade. Salvo se algo escapar do roteiro original, manterá um discurso público amigável e tratará de problemas delicados com punhos de renda. Mas nenhum observador atento deve cair na esparrela de que a senhora Clinton veio a passeio.
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Afinal, a ex-senadora por Nova Iorque joga um papel estratégico no núcleo duro da Casa Branca. Essa relevância vai além do peso relativo da pasta que dirige: na fórmula de governabilidade sobre a qual se apóia Barak Obama, o Departamento de Estado foi cedido à fração democrata mais afeita ao establishment norte-americano e seus poderosos interesses.Hillary Clinton talvez seja a principal avalista da elite branca e imperial ao governo Obama. Sob sua batuta se agrupam, no terreno das relações internacionais, os movimentos do lobby sionista, da comunidade cubano-americana, dos consórcios que formam o complexo bélico-industrial. Sua autoridade, muitas vezes, eleva-se a de um contraponto ao próprio presidente.Após discurso no Cairo, em junho de 2009, quando Obama anunciou uma nova era nas relações de seu país com o mundo islâmico, Hillary logo deixou claro que aquelas palavras bonitas eram letra morta. Publicamente assumiu compromissos e adotou medidas que reafirmavam o alinhamento de Washington com a política expansionista de Israel.
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Os acenos de seu chefe a negociações razoáveis com o Irã, ao redor da questão nuclear, foram substituídos por escalada verbal e punitiva conduzida pela secretária de Estado. Suas atitudes soterraram esperanças de que poderia nascer uma nova política para a região. O centro de gravidade da estratégia norte-americana continuaria a ser o exercício da pressão político-militar para forçar rendição incondicional à coalizão vertebrada por Estados Unidos e Israel.Também a América Latina foi cenário desse dueto desafinado entre o presidente e sua assessora. Quem se lembra do Obama generoso que prometia, na 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, um relacionamento diferente com seus vizinhos ao sul? As promessas de diálogo e parceria foram desfeitas pelos acordos bilaterais para a instalação de bases militares na Colômbia, a manutenção do bloqueio econômico contra Cuba e o apoio mal dissimulado ao golpe de Estado em Honduras.Desde então, a influência de Hillary, e dos interesses que representa, só fez crescer. O presidente Obama, atolado na crise econômica e no fracasso da reforma sanitária, perdeu qualquer ímpeto renovador na política internacional. Refém da maioria conservadora de seu próprio partido, na prática delegou à ex-primeira dama o comando da política externa de seu governo.Pois é nessa condição, de delegada plenipotenciária, que Hillary organizou seu primeiro périplo sul-americano.
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Vem com algum cuidado, para sentir o pulso da região e diagnosticar possibilidades. Não traz na bolsa projetos acabados, ainda que seu marido tenha sido o principal mentor da falecida Alca. Mas tem um firme propósito: desbravar novos caminhos de hegemonia em uma região na qual os Estados Unidos perderam muito espaço nos últimos dez anos.O período republicano foi ironicamente positivo para as forças progressistas latino-americanas. A política imperialista comandada por George W. Bush, cujo momento simbólico foi o apoio ao golpe cívico-militar na Venezuela em 2002, teve efeito tóxico sobre o compadrio das elites locais com a grande potência ao norte. Acabou por incentivar uma nova onda nacionalista no continente, um dos afluentes que levaram a importantes vitórias eleitorais dos partidos de esquerda.
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A existência de governos progressistas, contudo, não é o único ingrediente constrangedor para a Casa Branca. O avanço na integração regional, por exemplo, culminada com a proposta de criação de uma comunidade latino-americana sem a participação dos Estados Unidos, não faz a felicidade da turma de Washington. Muito menos a emergência de nações, a exemplo do Brasil, que desafia interesses norte-americanos em outras regiões do planeta, como se passa com a questão iraniana.A senhora Clinton, nessas circunstâncias, está assumindo a tarefa de tentar mudar uma realidade que lhes é desfavorável, de organizar uma contra-ofensiva que possa dividir e derrotar o bloco progressista.
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Como fazer isso, no entanto, são outros quinhentos. Os Estados Unidos são ainda um país muito poderoso, sob qualquer ponto de vista, mas enfermo.Aparentemente o alforje da secretária de Estado traz bondades e maldades. Seus gestos associam propostas bilaterais de assistência econômico-social com ameaças desiguais e combinadas contra governos que auspiciam escapar à área de hegemonia norte-americana. Os objetivos aparentes: fortalecer os países aliados (especialmente Peru, Colômbia e Chile), neutralizar as nações mais frágeis, isolar o arco bolivariano comandado pela Venezuela e obrigar o Brasil a negociações em separado e pautadas principalmente pelos interesses de seus grupos empresariais.Não se trata, parece evidente, apenas de uma estratégia comercial e financeira.
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Os Estados Unidos estão relançando sua capacidade de ação militar e de inteligência no continente. O Departamento de Estado também trata de reativar seus laços com grupos políticos e econômicos nacionais, bastante enfraquecidos na era Bush, em um esforço para construir alianças que possam se contrapor ao avanço das correntes de esquerda e nacionalistas.A verdade é que o giro progressista no continente, depois da derrota dos golpistas venezuelanos em 2002, pode se desenvolver em um cenário de recuo da presença norte-americana. A viagem da senhora Clinton, no entanto, eventualmente signifique uma aposta na reversão desse quadro. Se assim for, os governos populares terão que se mover em um terreno de crescentes conflitos e tensões, no qual a aceleração e a radicalização da unidade regional serão indispensáveis para a continuidade do curso aberto com a eleição dos presidentes Hugo Chávez e Lula.
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*****Breno Altman é jornalista e diretor do sítio Opera Mundi (
http://www.operamundi.com.br/)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Datafolha: Dilma dispara e encosta em Serra;diferença é de apenas 4 pontos

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo (28) do jornal Folha de S.Paulo, mostra que a pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%. No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.
De acordo com a nova sondagem do Datafolha, o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, tem 12% das intenções de voto; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, tem 8%. Na pesquisa anterior, Ciro aparecia com 13% e Marina já possuía 8%.

A margem de erro da pesquisa, que foi divulgada neste sábado (27), é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ela foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com idades maiores de 16 anos. Destas, 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos.
A sondagem confirma resultados de pesquisas de outros institutos, que já refletiam uma tendência de crescimento rápido da candidatura Dilma Rousseff e a queda do pré-candidato tucano.

Outros cenários
A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, as intenções de voto em Serra ficam em 38% (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).

No cenário de um segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano aparece com 45% das intenções de voto e a petista com 41%. Ou seja, também em um eventual segunda etapa do pleito, Dilma encosta no tucano, apresentando uma diferença de apenas quatro pontos novamente. O levantamento realizado em dezembro apontava que, nessa situação, Serra teria 49% das intenções de voto e Dilma, 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

Aprovação recorde de Lula
A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.


*Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Justiça manda suspender audiência sobre ampliação do lixão da Pajoan

Não cumprimento do prazo de 20 dias da convocação e dificuldade de acesso ao Eia-Rima são os principais motivos da decisão

A juíza da 9ª Vara da Fazenda Pública da capital, Simone Gomes Rodrigues Casoretti, determinou a suspensão da audiência pública sobre a ampliação do aterro sanitário da Empreiteira Pajoan, em Itaquaquecetuba. A liminar foi concedida às 16h06, uma hora antes do início do evento, programado para acontecer no Parque Ecológico e organizado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).Na decisão, a magistrada acolheu os argumentos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Itaquá, autora do mandado de segurança protocolado anteontem e divulgado com exclusividade pelo DAT na edição de ontem. Entre as justificativas apresentadas para impedir a reunião estão o não cumprimento do prazo legal de 20 dias da convocação e a dificuldade de acesso ao Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima).


A Justiça considerou que a audiência pública não teve ampla divulgação nos meios de comunicação e a população não teve tempo hábil para analisar o estudo da Pajoan. De acordo com o despacho publicado pelo Tribunal de Justiça, a empreiteira desrespeitou parágrafos quinto e sexto, do artigo 3º, da resolução do Consema, de 27 de novembro de 2001, que diz: "a convocação de Audiências Públicas será feita pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente através do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com antecedência mínima de 20 dias úteis".A OAB questionou o órgão estadual, pois a convocação foi publicada no dia 27 de janeiro e considerando os sábados, domingos e feriados, a audiência deveria ter sido designada para hoje, visto que a quarta-feira de cinzas é contada como dia útil.

Além disso, a juíza acrescentou: "ainda que fosse possível desconsiderar um dia de diferença, em se tratando de relevante questão para a população residente no entorno do aterro, sob a responsabilidade da Empreiteira Pajoan Ltda., a audiência pública deveria ter sido divulgada, amplamente, em jornais de grande circulação do Estado de São Paulo e por outros veículos de comunicação", disse em seu despacho.Outro item desrespeitado pela empresa e o Consema foi a dificuldade de acesso público ao Eia-Rima. O gestor ambiental Odair Alves relatou os problemas enfrentados para ter acesso ao levantamento. "Estive na Prefeitura de Itaquá nos dias 12 e 17 de fevereiro e estudo não estava disponível. No site da secretaria estadual, o link estava quebrado. Fiz queixa na ouvidoria do Estado e eles disseram que estava mentindo".

Direito à informação
O judiciário entendeu que "disponibilizar cópias do estudo ambiental do empreendimento em alguns locais, não substitui a pesquisa e o acesso mais rápido via ´Internet´, importante instrumento de comunicação da atualidade, fato que não foi observado pelos responsáveis pela realização da audiência pública".

Pelo edital de convocação, o Eia-Rima estava à disposição dos interessados no galpão de reciclagem "Ecoespaço", no Jardim Pinheirinho e nas prefeituras de Itaquá, Poá, Suzano e Arujá. No entanto, nenhuma delas deixou o documento para acesso online. A juíza constatou que seria "inadmissível restringir o conhecimento do tema, bem como suas conseqüências ao meio-ambiente, à população, que tem direito à mais completa informação".

*Fonte: Diário do Alto Tietê

Censo 2010 poderá ser respondido via internet

Condomínios vão receber foto do recenseador responsável. Novo questionário vai conter opção de cônjuge do mesmo sexo.

Alícia Uchôa Do G1, no Rio

A internet promete ser uma grande aliada no Censo 2010, que começa a ser realizado em agosto deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pretende coletar dados em cerca de 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios do país. A ideia é que os responsáveis pelos domicílios tenham disponível um formulário on-line.


Mas a estratégia não pretende diminuir o trabalho dos cerca de 190 mil recenseadores contratados para colher as informações que vão traçar o perfil do povo brasileiro. “A dificuldade deve-se muito à indisponibilidade das pessoas”, explicou o diretor-executivo do IBGE, Sergio Cortes, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (26).

Como funciona
O esquema deverá funcionar da seguinte forma: o recenseador vai a um determinado domicílio e o mapeia, usando seu computador de mão. Se o morador não puder recebê-lo no momento, e quiser responder via internet, o funcionário vai expedir um código de acesso vinculado àquele domicílio, que deverá ser usado pelo morador quando for responder ao questionário on-line.
Depois de 10 dias, se o entrevistado não responder, receberá um telefonema lembrando-o do compromisso e, se ainda assim, não enviar o formulário, o recenseador voltará à casa para terminar de preencher as respostas. Não haverá prejuízo ao trabalho do funcionário, que será remunerado pelo trabalho feito em sua área de atuação, incluindo os formulários pela internet. O questionário virtual poderá ser respondido aos poucos, sendo salvo a cada atualização. Com isso, as informações vão, paulatinamente, entrando para o sistema de dados do IBGE. Mas para ser considerado válido, algumas questões básicas como idade, sexo e outros dados, precisarão ser respondidas no ato. “Fizemos testes e não apuramos nenhuma distorção dos resultados na entrevista presencial ou pela internet. Por isso, achamos que não vamos ter problemas com isso”, disse a coordenadora operacional de censos do IBGE, Maria Vilma Garcia.

Questões e abrangência
A internet também fará parte das novas questões incluídas este ano. O uso da rede será tema de perguntas do formulário. Nas respostas dos entrevistados, também foi adicionada a opção de cônjuges do mesmo sexo.

Para abranger um maior número de domicílios, sobretudo em áreas carentes, o instituto planeja contratar recenseadores que morem próximo aos locais de trabalho. Só município do Rio, por exemplo, das mais de 6mil vagas, 1.353 são em favelas ou no entorno delas. “Vamos ter postos de inscrições nesses locais para que os moradores tenham preferência. Em 2000 fizemos só nas grandes comunidades, mas agora a gente está fazendo em praticamente todas as favelas e comunidades”, afirma Vima.

Fotos e identidade
Outra mudança para este ano é para driblar a maior dificuldade entre os recenseadores que trabalham nas áreas de classe média e classe média-alta, onde muitos moradores tendem a rejeitar as visitas com medo de golpes.Para tentar melhorar o acesso a esses locais, reuniões serão feitas com associações de moradores, câmaras comunitárias, administradoras de imóveis e síndicos de condomínios para que eles preparem moradores para a chegada dos funcionários. A eles deverão ser entregues cartas do IBGE com uma foto do recenseador responsável por sua área. Ao chegar à residência, o recenseador deverá portar sua carteira de identidade e o crachá de identificação. Se ainda assim o morador quiser uma confirmação de que se trata de um funcionário do IBGE, ele poderá fazê-la pelo telefone 0800 721 81 81.


*Fonte: G1

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Campanha "Fora Dourado"

A indicação de Marcelo Dourado ao paredão do Big Brother Brasil 10, da TV Globo, está movimentando a internet. Na tentativa de eliminar o lutador do programa, o blogueiro José Mello criou uma campanha que oferece dinheiro aos internautas que o ajudarem na votação.

Mello criou o blog "Fora Dourado" (veja aqui) e afirma que vai distribuir 50 mil reais caso o participante deixe o BBB 10 nesta terça-feira. No site, o empresário de 39 anos afirma estar indignado com as atitudes de Dourado no reality show. "Esse cidadão que diz claramente bater em mulher e sua falta total de educação, arrogância e ódio não pode continuar no jogo!", diz o texto. "Me divirto assistindo ao programa e tenho repúdio em saber que nosso povo apoia um cara como esse".

Marcelo Dourado tem causado algumas polêmicas dentro da casa desde que foi escolhido por Josi para voltar ao reality show. Primeiro, o lutador foi questionado sobre as suásticas tatuadas na barra da saia do samurai que está desenhado em seu braço esquerdo e respondeu que se tratava de "símbolos milenares". A tatuagem irritou a Federação Israelita do Rio.

Depois, em uma conversa com os participantes, Dourado afirmou que heterossexuais não eram contaminados pelo vírus da aids. "Hetero não pega aids, isso eu digo porque eu conversei com médicos e eles me disseram isso. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem. Eu não uso camisinha com as minhas namoradas e ninguém vai me fazer mudar isso", disse ele a Elenita e Serginho.

Nesta terça, ele disputa a permanência na casa ao lado de Angélica e Dicesar.
*Fonte: Portal Yahoo

Pajoan promete o paraíso, mas só quer ampliar seu aterro sanitário

Nota do Editor do Blog: Mas uma vez os interesses econômicos de um Grupo Empresarial se sobrepôem aos interesses do Povo... De que lado a CETESB e a Prefeitura vão ficar?

O histórico de interdições e multas, fartamente recheado por ações danosas ao meio ambiente, é o principal argumento dos moradores de Itaquaquecetuba que estão contra o Ecoespaço Soluções Ambientais, nome pomposo escolhido pela empreiteira Pajoan para tentar ampliar o seu depósito no Jardim Pinheirinho. O projeto prevê um aterro regional com capacidade para receber duas mil toneladas de lixo por dia num prazo de 12 anos.

Até 2022, o local, caso seja licenciado, receberá mais nove milhões de toneladas de resíduos.No entorno do empreendimento dos empresários Carlos e José Cardoso, a maioria dos moradores entrevistados protestou contra a possível ampliação do aterro, cuja vida útil termina hoje, segundo informações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Ocorre que o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA-Rima), que será discutido em audiência púbica no dia 25, prevê um depósito de lixo "perfeito", ou seja, no documento a Pajoan promete preservar a natureza.Conhecedores da realidade do atual depósito, cujos donos não hesitaram em instalar uma estação de tratamento de chorume a poucos metros do córrego Taboãozinho, os vizinhos disseram claramente que não querem mais um lixão.

Os entrevistados denunciaram ainda uma possível disposição dos empresários em controlar a divulgação da audiência e com isso evitar questionamentos que possam prejudicar o licenciamento.O casal Carlos Augusto Pereira e Cleusa Pereira reside no Louzada, a cerca 300 metros da portaria. Eles ficaram surpresos quando a reportagem falou sobre a audiência do dia 25. "Não estamos sabendo de nenhuma reunião e queremos é que esse lixão seja fechado e não ampliado.

Temos muitos problemas por causa do cheiro. Até casos de crianças doentes", comentou Cleusa.No Jardim Lucinda, Ivo Pereira e Maria da Conceição disseram estar sabendo da audiência marcada para a sede da Secretaria de Meio Ambiente. "Eu pretendo ir, mas não dá para saber o que poderá acontecer. A maioria dos moradores não quer a continuidade do lixão", observou Ivo Pereira. Maria da Conceição também afirmou ser contra: "Esse lugar está abandonado, a Pajoan não faz nada. Não temos ônibus por causa das ruas esburacadas. A ampliação do aterro não vai trazer nada de bom para quem mora aqui".

*Fonte: Diário do Alto Tietê

Cassação de Kassab Levanta Polêmica Sobre Doações

De Demétrio Weber, de O Globo:

As empresas e entidades cujas doações levaram à cassação do mandato do prefeito de São Paulo , Gilberto Kassab (DEM), são financiadoras tradicionais de campanhas no Brasil.
Levantamento parcial mostra que oito delas, somadas, deram pelo menos R$ 29,5 milhões a candidatos de quase todos os partidos, nas eleições de 2006 e 2008.


Entre eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

A lei eleitoral proíbe doações de entidades de classe, sindicatos e concessionárias de serviços públicos em qualquer parte do território nacional a candidatos de qualquer ponto do país. Mas dá margem a diferentes interpretações quanto à aplicação da lei.

Ao cassar o prefeito Kassab, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, entendeu que as restrições valem para empresas com participação acionária em concessionárias.

Mais que isso, estabeleceu critério próprio: o de que o montante doado pelas fontes vedadas não pode ultrapassar 20% do total arrecadado pelo candidato.

*Fonte: Blog do Noblat